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Queridos irmãos e irmãs, qual é o rótulo que a sociedade, ou até mesmo você, colocou em sua vida? “Pecador”, “falho”, “desviado”? O Evangelho de hoje nos lança uma verdade que destrói todo julgamento humano: O Senhor Jesus não veio para os justos, mas para os doentes e pecadores!

Jesus está à beira-mar, mas Seu olhar se fixa em um homem sentado em uma mesa de dinheiro, um homem odiado por todos, um cobrador de impostos chamado Levi. O que O Senhor viu nele? E, o mais importante, o que Ele vê em você, na sua “coletoria de impostos”, no lugar onde você se sente mais sujo e indigno?

Evangelho do dia 17 de janeiro de 2026

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Marcos 2, 13-17

Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao seu encontro e Jesus os ensinava. Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu.
E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos.
Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?” Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

REFLEXÃO: O que Jesus enxerga de riqueza em cada um de nós?

A beleza deste Evangelho reside na radicalidade do olhar de Jesus. Ele não se detém nas aparências, nem aos rótulos sociais. Ele não busca o templo, mas a coletoria. Ele não procura o fariseu, mas o pecador.
O chamado a Levi é um convite à metanoia, à mudança de rota. Pensemos: o que é a sua “coletoria de impostos”? É o seu vício, o seu apego material, o seu orgulho, o seu julgamento, o seu pecado de estimação. É o lugar onde você se sente seguro, mas que, na verdade, o aprisiona. Jesus passa por ali e diz: “Segue-me!”. A resposta de Levi é imediata, uma prontidão que desarma qualquer desculpa. Ele se levanta e o segue. Ele não pede um tempo, não negocia, não se justifica.
O escândalo é inevitável. A mesa de Levi, repleta de “pecadores”, torna-se o palco da maior lição de teologia. Os fariseus, mestres da Lei, que se consideravam sadios, não suportam a proximidade de Jesus com os marginalizados. Eles julgam, criticam e se excluem da graça. Eles são o exemplo de uma religiosidade vazia, que se preocupa mais com a forma do que com a transformação espiritual.
O Senhor Jesus responde com uma analogia de profunda sabedoria: “Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes”. Aqui, Ele se revela como o Médico das Almas. A Sua missão não é validar a justiça humana, mas resgatar a humanidade caída.
O exemplo bíblico que ecoa é o do Filho Pródigo (Lc 15,11-32). O pai corre ao encontro do filho que volta da miséria, sem se importar com a sujeira ou o cheiro do chiqueiro. A festa é para o que estava perdido e foi encontrado. Da mesma forma, o Senhor nos convida a reconhecer nossa doença para que Ele possa nos curar. Se nos consideramos justos, como o irmão mais velho da parábola, fechamos a porta para a misericórdia e permanecemos na solidão de nossa justiça própria.
Permita que a Palavra de Deus penetre em seu coração.
O Senhor tem sido para você o Médico ou apenas um juiz distante?
Você tem olhado para o seu irmão com o olhar de julgamento do fariseu ou com o olhar de acolhimento de Jesus?
Qual é a sua “coletoria”? O que você precisa abandonar hoje para se levantar e seguir Jesus?
A verdadeira fé não está em apontar o erro do outro, mas em reconhecer a própria necessidade de cura.

ORAÇÃO DO DIA

Ó Senhor Jesus, Médico das nossas almas, que reconheçamos que somos doentes e necessitados da vossa infinita misericórdia. Perdoai-nos pelas vezes em que nos sentamos na cadeira do julgamento, como os fariseus, esquecendo-nos da nossa própria fragilidade. Dai-nos a graça da prontidão de Levi, para que, ao ouvirmos o vosso chamado, deixemos tudo e sigamos ao Senhor. Que a Vossa mesa seja sempre o nosso refúgio e a vossa Palavra, o nosso sustento. Que o vosso amor nos transforme e nos faça instrumentos de acolhimento e não de exclusão.

Amém.


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