
Você já se sentiu inadequado para a missão que Deus lhe confiou? Quando olha para a própria história, para os erros e fraquezas, talvez se pergunte: “Como posso ser escolhido?”.
O Evangelho de hoje, segundo Marcos, revela um dos mistérios mais profundos da vocação cristã: Jesus não chama os perfeitos, mas chama aqueles que Ele quer. No monte, lugar de intimidade e discernimento, o Senhor realiza uma escolha que desconcerta toda lógica humana. Prepare o seu coração, pois esta Palavra ilumina também o segredo da sua própria eleição. A missão não é um fardo, mas fruto de um amor que nos precede.
Evangelho do dia 23 de janeiro de 2026
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Marcos 3, 13-19
Naquele tempo, Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. Então Jesus designou doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios.
Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Se preferir, assista à nossa reflexão em vídeo abaixo
REFLEXÃO: JESUS fez a escolha dos seus discípulos!
O texto sagrado revela a verdadeira arquitetura da vocação. O primeiro e irrenunciável propósito do chamado, expresso no versículo 14, é claro: “para que ficassem com Ele”. Antes do envio, vem a permanência. Antes da ação, a comunhão. A missão cristã não nasce do ativismo, mas da intimidade com o Senhor.
Jesus nos ensina que a fecundidade do apostolado não reside na eloquência ou na competência humana, mas na comunhão vital com Ele. É dessa união que brota toda autoridade espiritual. Sem permanecer, toda ação se torna estéril.
Observemos a surpreendente escolha dos discípulos. Tiago e João recebem o nome de Boanerges, “filhos do trovão”. Não se trata de um elogio, mas da revelação de um temperamento impetuoso. O Senhor não ignora suas fragilidades; Ele as assume como matéria-prima da graça. Jesus não vê apenas o que somos, mas aquilo que podemos nos tornar quando nos deixamos transformar por Ele.
A vocação, portanto, é um risco de amor. O Senhor confia sua missão a homens falíveis, inclusive àquele que o trairia. Isso revela que Deus respeita profundamente a liberdade humana. O chamado é graça; a fidelidade é resposta.
Ao conceder autoridade para expulsar os demônios, Jesus revela que a verdadeira batalha começa no interior do coração. A mais profunda libertação acontece quando renunciamos ao egoísmo e nos rendemos à vontade do Pai. Toda missão autêntica nasce dessa conversão diária.
ORAÇÃO DO DIA
Senhor Jesus, que subistes ao monte e chamastes os que quisestes, contemplamos com reverência o mistério do vosso amor que nos escolheu antes mesmo de sermos dignos. Em meio às nossas imperfeições e aos nossos “trovões” interiores, confiais-nos a graça de permanecer convosco.
Concedei-nos um coração atento à vossa voz em meio ao ruído do mundo. Que nossa vida seja morada da vossa presença, para que, ao sermos enviados, sejamos não apenas anunciadores, mas testemunhas vivas do vosso amor.
Guardai-nos da infidelidade. Que a nossa liberdade, iluminada pela graça, responda todos os dias com um “sim” renovado ao vosso chamado.
Amém.
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