
Pedro pergunta a Jesus: “Senhor, quantas vezes devo perdoar meu irmão? Até sete vezes?”. Jesus responde: “Não até sete, mas até setenta vezes sete”, e conta a parábola de um rei que perdoa uma dívida enorme, mas o servo perdoado não perdoa uma pequena dívida de um companheiro. O rei o pune severamente. No Evangelho de hoje, Jesus nos ensina que o perdão que recebemos de Deus deve nos impulsionar a perdoar os outros de coração. Fique comigo e veja como essa palavra nos desafia na Quaresma a soltar as mágoas e viver a misericórdia que recebemos.
Evangelho do dia 10 de março de 2026
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Lucas 18, 21-35
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”. Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
REFLEXÃO: Setenta Vezes Sete – O Perdão que Recebemos e Devemos Dar
Nesta parábola, Jesus responde à pergunta de Pedro sobre quantas vezes perdoar: “setenta vezes sete” – número simbólico de perdão ilimitado, infinito. O rei (Deus) perdoa uma dívida impagável (nossos pecados), mas o servo (nós) não perdoa uma dívida pequena (ofensas dos irmãos). O rei se indigna e pune o servo impiedoso, mostrando que quem recebe misericórdia deve praticá-la.
O contraste é chocante: o servo suplica e é perdoado, mas sufoca quem lhe deve pouco. Isso nos alerta: o perdão de Deus é gratuito e total, mas exige que sejamos misericordiosos com os outros. Se guardamos rancor, bloqueamos a graça que recebemos e nos colocamos sob julgamento.
Na Quaresma, é tempo de examinar: quantas vezes negamos perdão por orgulho ou mágoa? Jesus nos chama a perdoar “de coração” – não só com palavras, mas liberando o outro interiormente. O perdão não é fraqueza; é força que imita o Pai. Que possamos soltar as dívidas que guardamos, para que Deus continue perdoando as nossas.

Oração do dia
Senhor Jesus, que nos ensinaste a perdoar setenta vezes sete, olha para os nossos corações endurecidos pelas mágoas. Como o rei da parábola, Tu nos perdoas dívidas imensas; ajuda-nos a perdoar de coração as ofensas dos irmãos. Liberta-nos do rancor que nos aprisiona e concede-nos a graça de imitar tua misericórdia infinita. Que nesta Quaresma possamos perdoar quem nos deve, para que Tu continue a nos libertar.
Amém.
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