
Você já se sentiu exausto, remando contra um vento que parece invencível? As tempestades da vida, as incertezas, as preocupações que nos assaltam na escuridão da madrugada… Elas nos deixam à beira do desespero, com a sensação de que estamos sozinhos. Mas o Evangelho de hoje, caríssimos, traz uma revelação que pode mudar radicalmente a sua perspectiva. O Senhor Jesus está vindo ao seu encontro, e a Sua voz é a única que pode acalmar o mar da sua alma. Fique comigo e descubra a Palavra que o Senhor tem para você: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!”
Evangelho do dia 07 de janeiro de 2026
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Marcos 6, 45-52
Depois de saciar os cinco mil homens, Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra.
Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar.
Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Se preferir, assista à nossa reflexão em vídeo abaixo
O Evangelho de hoje nos coloca diante de uma cena de profunda tensão existencial. Os discípulos, na barca que simboliza a nossa vida e a Santa Igreja, estão no meio do mar, exaustos, lutando contra o vento contrário. Quantas vezes, caríssimos, nos sentimos exatamente assim? Remando com todas as nossas forças, mas as tribulações, as crises de fé, os escândalos e as decepções parecem nos empurrar para trás.
O Senhor Jesus, após despedir a multidão, sobe ao monte para rezar. Ele está em oração intercedendo por nós. Ele nos vê. O versículo 48 é de uma beleza teológica impressionante: “Ele viu os discípulos cansados de remar”. O Senhor não está alheio à sua fadiga, à sua luta silenciosa. Ele conhece o peso do seu remo e a força do vento que o castiga.
É na hora mais escura, “pelas três da madrugada”, que o Senhor se manifesta, andando sobre as águas. Este é o sinal inequívoco da Sua divindade e do Seu domínio soberano sobre todas as forças da natureza e do caos. No entanto, o que acontece? Os discípulos, tomados pelo medo, não O reconhecem e pensam que é um fantasma.
Aqui reside a nossa grande lição: o medo, a inquietação da alma, é a névoa que nos impede de reconhecer a assistência divina em meio à provação. O Senhor Jesus se aproxima para nos salvar, mas o nosso coração, endurecido pela falta de fé e pela incompreensão das Suas obras (v. 52), O confunde com uma ameaça.
Mas a voz do Mestre ecoa, poderosa e consoladora: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” Esta é a Palavra que nos sustenta. O perfeito amor lança fora o temor, como nos ensina a Primeira Leitura (1Jo 4,18). O Senhor Jesus não apenas acalma o vento; Ele entra na barca da nossa vida. A Sua presença é a garantia de que, mesmo em meio às ondas mais violentas, a barca da Igreja e a barca da sua alma não afundarão.
Permaneça fiel, caríssimo. Não se deixe abater pelo cansaço ou pelo medo. O Senhor está na barca. Abrace a cruz com coragem e confie plenamente no amor daquele que nos amou primeiro e enviou o Seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.
ORAÇÃO DO DIA
Senhor Jesus, Mestre e Salvador, nós vos contemplamos no monte, em oração, e no mar, caminhando sobre as águas. Perdoai-nos, Senhor, pelas vezes em que o medo e a fadiga endureceram o nosso coração e nos impediram de reconhecer a vossa presença salvadora. Entrai, Senhor, na barca da nossa vida, que por vezes se encontra agitada pelos ventos contrários das tribulações. Dissipai o nosso temor com a força da Vossa Palavra. Dai-nos a graça da fidelidade inabalável à Vossa Igreja e a confiança absoluta no Vosso amor. Que, sustentados pela Vossa presença, possamos remar com coragem até a outra margem, onde nos aguarda a plenitude da Vossa glória.
Amém.
Que a paz de Cristo esteja sempre com você!
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