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Você já pediu algo tão importante que não sabia nem como colocar em palavras — e mesmo assim a resposta veio?

A gente vive numa cultura do esforço próprio. “Se quiser algo, corra atrás.” “Ninguém vai fazer por você.” E aí a pessoa vai carregando tudo sozinha — o trabalho, a família, a saúde, as contas — até chegar num ponto em que não aguenta mais. E quando finalmente pede ajuda, já está no limite.

No Evangelho de hoje, Jesus revela algo que muda completamente essa lógica. Ele não diz “se esforce mais” ou “resolva seus problemas”. Ele diz: peça. Peça em meu nome, e o próprio Pai — que já te ama — vai responder. Não porque você merece. Não porque você fez tudo certo. Mas porque você acreditou.
A oração não é o último recurso de quem não tem mais saída. É o primeiro passo de quem entende que não precisa carregar tudo sozinho.

Evangelho do dia 16 de maio de 2026

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

João 16, 23b-28

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vos dará. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa. Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes e acreditastes que eu vim da parte de Deus. Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai.”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

REFLEXÃO — O Acesso Direto ao Pai

Jesus está se despedindo. Essa é a última conversa antes da Paixão, e Ele escolhe falar sobre oração. Não sobre sofrimento, não sobre o que viria — mas sobre o privilégio que os discípulos teriam a partir daquele momento: acesso direto ao Pai.
“Até agora nada pedistes em meu nome.” Essa frase é desconcertante. Os discípulos estavam com Jesus há três anos. Viram milagres, ouviram ensinamentos, participaram de momentos únicos — e ainda assim Jesus diz que eles ainda não tinham explorado o maior presente que Ele viria a oferecer: a oração em seu nome.
Quantas vezes somos assim? Estamos perto de Jesus, frequentamos a missa, rezamos o terço — e ainda carregamos sozinhos aquilo que poderíamos simplesmente colocar nas mãos do Pai?
A grande revelação desse Evangelho é que a oração não funciona como um sistema de méritos. Jesus não diz “peça e o Pai vai avaliar se você merece”. Ele diz “o próprio Pai vos ama”. O amor já existe antes do pedido. A oração não convence Deus a nos amar — ela nos abre para receber o amor que já estava lá.
E há algo ainda mais profundo: Jesus diz que não precisará interceder por nós junto ao Pai, porque o Pai mesmo nos ama. Isso não significa que Jesus não intercede — significa que o amor do Pai não é uma conquista que Jesus precisa negociar. É uma realidade que nos antecede.
Peça. Peça com fé, peça com confiança, peça com a certeza de que do outro lado há um Pai que te ama e que quer que a sua alegria seja completa.

ORAÇÃO DO DIA

Pai, hoje eu venho diante de Ti não porque tenho as palavras certas ou porque mereço uma resposta. Venho porque Jesus me disse que posso vir — e que Tu me amas.
Recebe os meus pedidos, aqueles que eu consigo colocar em palavras e aqueles que ficam presos no peito sem conseguir sair. Tu conheces cada um deles antes mesmo de eu falar.
Que eu aprenda a não carregar sozinho o que foi feito para ser colocado em Tuas mãos. Que a minha oração não seja o último recurso, mas o primeiro instinto. E que a alegria que Tu prometeste — completa, plena, que ninguém pode tirar — se manifeste na minha vida a partir de hoje.
Em nome de Jesus.

Amém.


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